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Paulo Junio de Oliveira Advogado · OAB/GO 77.731
Direito Previdenciário · Brasil

Transtorno bipolar e esquizofrenia: benefícios do INSS

Transtornos mentais graves, como o transtorno bipolar e a esquizofrenia, alternam períodos de estabilidade e crise — e é justamente essa oscilação que confunde a perícia. Quando o segurado chega estável, o perito conclui que ele pode trabalhar; a família sabe que a próxima crise vem. O benefício depende de mostrar a evolução, não um retrato do dia.

Responsável técnico: Paulo Junio de Oliveira - Advogado · OAB/GO nº 77.731
Segurado ou não

Quais benefícios são possíveis

SituaçãoBenefício
Segurado em crise ou em ajuste de medicaçãoAuxílio por incapacidade temporária
Segurado sem perspectiva de retorno ao trabalhoAposentadoria por incapacidade permanente
Quem nunca contribuiu ou perdeu a qualidade de segurado, com baixa rendaBPC/LOAS por deficiência
Filho maior de 21 anos com o transtorno desde antes, dependente de segurado falecidoPensão por morte como filho inválido ou com deficiência
Carência dispensada

Quando o transtorno dispensa a carência

A lista de doenças que dispensam carência inclui o "transtorno mental grave, desde que esteja cursando com alienação mental". Nem todo caso de bipolaridade ou esquizofrenia se enquadra: a alienação mental pressupõe comprometimento grave do juízo da realidade e da autodeterminação.

Efeitos da alienação mental

  • Dispensa a carência de 12 contribuições
  • Isenção de IR sobre aposentadoria e pensão (Lei 7.713/1988)
  • Prioridade de tramitação

Curatela não é requisito

  • O benefício não exige interdição
  • Pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência, a curatela atinge atos patrimoniais e negociais
  • Um familiar pode representar o segurado com procuração ou como curador, conforme o caso
Mostrar a evolução

Como provar na perícia

  • Relatório do psiquiatra com diagnóstico, tempo de doença, número de crises e internações
  • Prontuário do CAPS ou do serviço de saúde mental
  • Histórico de medicações, ajustes e efeitos colaterais (sedação, tremores, lentificação)
  • Registros de afastamentos anteriores, demissões e tentativas frustradas de retorno ao trabalho
  • Relato da família sobre o comportamento nas crises
Perícia por psiquiatra. Na Justiça, é possível pedir que a perícia seja feita por médico psiquiatra, e que o perito analise o histórico longitudinal, não apenas o exame do dia.
Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes sobre transtorno bipolar e esquizofrenia no INSS

Transtorno bipolar dá direito a auxílio-doença?

Dá, quando há incapacidade temporária para o trabalho — típica de crises e de ajustes de medicação —, comprovada em perícia.

Esquizofrenia aposenta?

Pode aposentar quando a incapacidade é permanente, o que é frequente em quadros com prejuízo cognitivo e crises recorrentes. Depende da perícia.

Precisa de carência?

Em regra, 12 contribuições. A carência é dispensada quando o transtorno mental grave cursa com alienação mental.

É preciso interditar para receber o benefício?

Não. A curatela não é requisito para benefícios do INSS.

Na perícia eu estava bem e o INSS negou. O que fazer?

Recorrer ou ajuizar ação com o histórico de crises e internações, pedindo perícia com psiquiatra que avalie a evolução da doença.

Filho adulto com esquizofrenia recebe pensão do pai falecido?

Pode receber, como filho inválido ou com deficiência, se a condição existia na data do óbito.

Um familiar convive com transtorno mental grave?

Se quiser, escreva pelo WhatsApp com o diagnóstico, há quanto tempo existe, as internações e a situação no INSS. Dá para avaliar o caminho com cuidado.

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